Você já fez aquela compra que na hora você tinha certeza que era indispensável na sua vida, mas que no dia seguinte você já percebeu que aquilo na verdade era um grande elefante branco?
Se sim, estamos juntos então!
No início da pandemia, onde tudo estava fechado. Academias, Parques, Lojas... senti a necessidade de pedalar. Mas oras, onde poderia fazer isso? Na garagem do prédio? Nas ciclovias da cidade? Não… Eu precisava fazer isso sem me expor ao vírus. Teria que ser no conforto do meu lar.
Então tive a brilhante ideia de comprar uma bicicleta ergométrica. Mesmo com T-O-D-A-S-A-S-P-E-S-S-O-A-S-Q-U-E-C-O-N-H-E-Ç-O me falando para não comprar, pra esperar mais um pouco. Eu simplesmente não quis ouvi-las. Então elas diziam, “faça exercícios funcionais em casa” E eu dizia “já estou fazendo, mas preciso fazer exercícios aeróbicos”. Então disseram “Porque que você não pula corda ao invés de pedalar?” E eu “Afe, pular corda não dá né!” - E ainda revirava os olhos.
Eu estava decidida. Pensava, “Sou fitness “. É claro que vou usar.
Então fui lá e comprei.
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| Clarice e a Bike |
Na minha cabeça fazia total sentido. Eu e a Bike no meio da sala assistindo séries e pedalando. Ou então, eu e Bike fazendo aula de spinning online e eu suando, linda, de top e toalhinha pendurada no guidão. Eu e a Bike juntas a qualquer momento do dia e até duas vezes ao dia.
Quanta ilusão. Eu estou rindo, mas é de nervoso mesmo. Porque se usei Bike por dois meses, foi muito.
No início, pedalei sim. Todos os dias. Por 40 minutos. Colocava Bike em frente a janela e pedalava olhando pra fora. Colocava Bike bem no meio da sala de pedalava assistindo a série. Meu marido pedalava. Minha filha também pedalava.
Até o dia que a academia do prédio reabriu e passei a frequentá-la novamente. A Bike foi abandonada. Ali no canto da sala. Hoje, ela é abrigo dos casacos pesados que usamos quando saímos e também das bolsas e mochilas. Ela virou um grande mancebo.
Quero dizer tchau a Bike
Alguém quer ser seu novo dono? Semi nova! Esbelta! Vocês podem formar um belo par. Quem sabe?!
Maria Fernanda Garcia

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