Você já caiu na rua? Caiu, espatifou-se, tomou um rola?
Eu já caí algumas vezes e não sei dizer o que é pior. Se é a dor da queda ou a dor moral por ter feito algo muito embaraçoso.
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| Acervo Pessoal do Instagram |
Vou contar três dessas quedas. Uma em cada época da minha vida. Tiveram mais? Claro! Mas não vou me humilhar tanto assim...
Eu ainda era adolescente dos anos 90. Morava num bairro bem residencial de casas. Estava voltando do inglês que ficava duas ruas acima, e conforme eu descia a ruela do meu quarteirão eu vi uma folha de revista no chão, e o que a adolescente besta fez? Pisou na folha. E no mesmo instante a folha deslizou rapidamente na rua e eu caí! De perna aberta. No melhor estilo espacate de ser. Meu cabelo voou pra cima! Foi uma queda rápida. Ao mesmo tempo que cai, já levantei pra ver se alguém tinha visto. Ainda bem que não existia
celular naquela época, senão já estaria famosa na internet.
Outra queda que não consigo esquecer foi quando eu já era uma jovem mulher e já dirigia. Parei meu carro num estacionamento para ir a um compromisso e na volta, estava esperando o manobrista trazer meu carro até a porta para poder ir embora. Assim que ele chegou, desceu do carro e segurou a porta para eu poder entrar. Nesse exato momento eu escorreguei. Uma perna foi parar embaixo do carro e a outra continuou de pé. Mas o pior foi o manobrista me segurando pelo SUVACO. Como se segura uma criança. Nos dois suvacos. E detalhe. Fazia um calor, eu estava de regata. Ele pegou no meu suvaco direto. Pele com pele. Fiquei constrangidíssima. Agradeci a ajuda, entrei no carro e saí voando dali. Será que ele lavou a mão depois disso?
E a minha última gota de dignidade foi perdida a semana passada. Parei meu carro no estacionamento do supermercado (o único lugar que vou durante a pandemia).
Pois bem.
Estava andando dentro do estacionamento e sabe aquelas “tartarugas” de trânsito que separa as faixas duplas? então. Eu calculei errado o tamanho dela e dei uma trupicada. Mas não foi uma simples trupicada. Eu perdi o equilíbrio e comecei a “catar cavaco” por uns 10 metros. Só parei agarrada na blusa de um senhor que me olhou com uma cara de espanto. Não sei se pela força com que me segurei nele ou se pelo fato de ter encostado em alguém durante o COVID. Fiquei extremamente envergonhada. Tinha mais gente no lugar, todo mundo me olhando. Alguns rindo e eu só consegui dizer:
OPA!
E você? Já caiu na rua? Já pagou mico? Já comeu areia, barro, concreto? Conta aí. Não me deixe passar vergonha sozinha.

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