O que você faz quando não tem nada pra fazer?
Quando eu digo nada, é nada mesmo. Sem celular, sem livros, sem revista, sem séries e filmes, sem nenhum entretenimento externo. Com todas as suas necessidades básicas cumpridas, ou seja, você está hidratado, alimentado, suas demandas de trabalhos e da casa feitos, atividade física ok e filhos bem cuidados e entregues a terceiros. Enfim, sem pendências nenhuma. Somente você com você mesmo e seus pensamentos.
Me peguei assim num dia desses.
No início fiquei incomodada. Os pés não paravam de mexer. Me acomodava e re-acomodava na poltrona. Até que me entreguei as profundezas dos meus pensamentos.
Não fiquei ansiosa, pois não foram pensamentos sobre o passado e nem sobre o futuro, foram mergulhos nas sensações do momento presente. Como os cheiros, sons e vistas incríveis. Uma meditação no meu ser. Auto observação e conhecimentos vividos na íntegra e sem interrupções.
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| Photo by Anna Scarfiello on Unsplash |
A gente e o nosso cérebro precisa vez ou outra desse tempo de relaxamento e de ócio para organizar as informações vividas, aprendidas e mais que isso, precisamos desse tempo para nos conectarmos com nós mesmos e com a natureza de nós.
Quando encontramos nosso eu, fica difícil de traduzir o sentimento. A gente só sente. A gente se coloca diante da vida e contempla o nosso ócio, o “nada pra fazer”.
Texto: Maria Fernanda Garcia

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