Provavelmente você deve gostar de ter contato com a natureza. Talvez você, assim como eu, virou mãe ou pai de planta durante a pandemia.
Já tive uma horta na minha casa antiga. Tínhamos uma pequena varanda com as condições perfeitas para cultivar. Sol, Luz e Água na medida. Lá tinha plantado tomates, couve, alface, rúcula e temperinhos como manjericão, alecrim, cebolinha, orégano e hortelã. Era uma delícia cuidar da nossa horta.
Esse contato com a natureza, com a terra e com as plantas me emociona. O cheiro da terra molhada. O cheiro do verde. É delicioso. É sensorial. É meditativo. Mexe com as emoções. Sem falar no ato de comer o que se planta. Perco noção do tempo quando estou ali, com as plantas. É encantador.
Mudamos de casa e levei minha horta. Ela não sobreviveu à mudança de local. Já que não tem a mesma intensidade de sol e luz natural por aqui. Insisti, confesso que não com muito afinco - algumas vezes, e me rendi as plantas ornamentais que precisam de menos pra viver.

Photo by Marina Helena Muller on Unsplash

Dessa vez estou decidida a fazer acontecer. É a vigésima tentativa. São temperos. Alguns estão lindos e enormes. Outros passaram por poucas e boas e continuam fortes. E tem aqueles que seguem tentando viver - já mudei eles de lugar, adubei e estou cuidando
As plantas nos mostram que a vida é cheia de ciclos. Ora você é um brotinho tentando vencer e lutando para viver e ora você já é planta grande autônoma e cheia de si. Elas sempre dão um jeito de sobreviver as mais diversas situações. Há muitos perrengues. Elas se reinventam o tempo todo e conseguem seguir adiante. Mesmo com as adversidades.
Aprendo tanto com elas. Eu, assim como as plantas, estou me reinventando. Elas estão em busca de sol, água, nutrientes e vida. E eu em busca do meu lugar ao sol, do meu autoconhecimento, da minha inteligência emocional e do meu propósito de vida.
Texto: Maria Fernanda Garcia
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